05/10/2006

Ojos de Brujo

Amanhã tem Ojos de Brujo em Miami. É só a exibição do documentário de 2004. Vou trabalhar até as 20:30. O que trocando em miúdos quer dizer: eu não posso ir.

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Registro o passo de flamenco: memória

Canto: jondo, lamento saudade

Braços: no ar bulería de amor

Cajón: batidas do coração pulsante

Tacón: acorda Flamenco

Violão: toque arrepio

Vestido: despir

Rosa vermelha: bodas de sangue

Mantón: revoluções por minuto

Ojos de bruja

03/15/2006

Desistência

Quero que saibas que desisti. Não vou mais te esperar. Vou ser feliz agora. Vou esquecer os beijos que não te dei, mas que ficam a brincar com meu imaginário. Vou não pensar no perfume de tuas mãos, e na forma como me escreves e te delicias com as mentiras que conto. Vou esquecer que eu gosto de tomar café sentada em teu colo e que acaricio tua pele do começo ao fim e que escrevo arrebatada por uma paixão de primavera quando penso em ti e em tuas vindas. Mas não vou mais te antecipar. Que venhas um dia. A porta vai estar aberta.

12/02/2005

Vaticínio

Esvaí as forças tentando entender. Dar razões ao que nos aconteceu. Tentei explicar os descaminhos, os porquês, as saídas, os reencontros quando não nos deixamos, as esgrimas dialéticas, os olhares cruzados, as mãos percorrendo e encontrando. Tentei compreender tuas intuições, teus quereres, minha espera, meu olhar. Me refiz contigo. E me olhaste bem dentro: viste. Foste forte; arricaste. Nos arriscamos. Gritaste tanto quanto eu. E bravejaste uma paixão urgente e conclamaste nossa entrega. E nos ferimos e nos beijamos tanto e mais. E se não tínhamos asas, tínhamos pétalas e sonhos. E algumas horas de primavera na varanda e na janela a olhar o céu de um outubro azul e passageiro.