05/10/2006
Aniñar-se
Me aniño em ti. E tudo se faz pleno. Parto para perto e não quero mais voltar pro estio. Choves em mim e
eu, criança, renasço. Me aniño em ti: mulher.
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Teias
Não eras inesgotável em mim. Te exauri com meus afãs, com minhas sentinelas. Com minhas mãos. Te exauri em mim na plumagem soturna da noite. Nos céus vazios que encontrei quando parti. Te exauri depois de te esconder dos outros. De te fazer lembrança. No início pensei que fosses inexorável, que não podias partir de fato, que só poderias caminhar para longe naquela noite, mas ainda assim estarias aqui. Partiste. Partiste a esperança em dois. Silenciaste. Entre ficar atônita, desesperei. Era claro o dia. O sol me visitava, Gioconda me escutava. Sentada em minhas mãos, falando e contando, eu esqueci. A ambigüidade de ter que correr para longe, mesmo que estejas. E não foram teus acenos que me fizeram ir: foi uma memória que eu guardava comigo e que não me deixara descansar. Não te deixei dor alguma: vazio que és não compreendes como é estar cheio de alguém.
09:15 Posted in De paixões e primaveras | Permalink | Comments (0) | Email this
05/07/2006
Diálogos
Nem sempre são os diálogos que aproximam.
Contraste de sentidos.
Tua pele na minha.
Irradiando teu beijo no meu.
Ruptura.
Rutilância.
Afirmação.
Meus silêncios embotoam.
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