04/23/2006

Difusionismo

medium_chagall-eda-okada.2.jpgDentro do mar

Onírico e sem síntese

O meu beijo difusionista

encontra o teu

e de todo aquele céu e todo aquele

azul ainda intenso

nascem sonhos

para desabrochar

mini rosas

mini ventos

Uma dança no céu

mergulho

nas estrelas

vertigens

Imagem de Marc Chagall

Eda-Okada

 

04/18/2006

Eu deveria

Ter estado com a minha caneta na mao ontem a noite. Pois as frases delineavam memorias e eu bebericava dos sons. E eu nao conseguia dormir. No bairro o silencio pacato, o vento de sempre. E eu, atordoada, na cama com tantos sons. E a velocidade impressa na boca marfim de saudade, eu mais corpo que qualquer outra coisa. Corpo que mexeu-se e as cinco da manha, enlouquecido, comecou a caminhar. Sem nada na mao para escrever, eu apenas repeti para mim que a estoria se escreve no que nao foi dito. Foi por isso que, quando te deixei, nao houve adeus. 

04/16/2006

Zelosa espera

Acabo de navegar

tua espera

Zelando por ti e por tuas vindas,

sonhando rodopios

amando o silêncio e te descobrindo

no acenos poéticos e distantes

Na estada e na ausência zelo (verbo)

para acomodar conosco as marés

e as brisas que encrespam as águas

Turbilhões abraçados em zelosas esperas

paladar salgado às pressas

entre ondas e solfejos.

Mares viscosos, esperas. E eu a ti

(?)