04/16/2006
Cacoetes, esquisitices, manias...
Finalmente depois de protelar por dias e dias, me deixei arrebatar. Não foi uma vontade imensa de contar cinco esquisitices minhas que me levou a escrevê-las, mas simplesmente o fato de que não consigo parar de pensar que não posso deixar de comparecer quando quem solicita, é uma das Margaridas mais lindas que eu (ainda) não vi.
Eu escuto música enquanto estou dormindo. No Brasil era o rádio, aqui em Pleasantville é o meu iPOD. Já descobri muita música boa por causa disso. Aliás foi assim que descobri o trabalho de um dos meus compositores favoritos. A voz dele me arrebatou numa madrugada de fim-de-verão em Porto Alegre.
Ainda não abandonei a idéia de querer ser um poema, uma canção, ou um livro. Acho que seria muito mais interessante fazer parte da vida de várias pessoas, e de certa forma, uni-las sem que elas soubessem. Imagina, eu poderia acompanhar o café da manhã de alguém em alguma das cidades que eu tanto gosto ou em algum recanto inusitado qualquer do mundo. Seria como congelar a mente de alguém por um instante. Criar impacto. Poderia ser um poema genial escrito de madrugada por alguém que fora inspirado por outra pessoa ou por circunstâncias nada corriqueiras. Ou poderia ainda ter sido o resultado de uma busca de anos, de uma idéia permanente, de um sonho perene.
Tenho mania por cheiros. Cheiro de pessoas, cheiro de lugares. Cheiro de livros. Eu farejo tudo. Adorava caminhar por Porto Alegre na hora do meio-dia. Cada apartamento exalava um cheiro de almoço diferente.
Para mim Porto Alegre tem cheiros diferentes em cada estação e isso também se aplica aos turnos do dia. Os bairros também tem seus aromas particulares. Descobri-los me alegra. Lembrá-los me deixa nostálgica.
Minha curiosidade por pessoas tambem e uma mania. Eu gosto de saber dos outros, gosto de mergulhar na visão daqueles que esbarram em mim por aí. Não faço isso por ser metida, mas para também tentar me entender melhor. As impressões de alguém são importantes para eu tentar aprimorar minha percepcão do mundo. Não que não existam outras formas de fazer isso, de aprimorar nossa visão de mundo... Mas acho mais interessante quando ouço de alguém como foi ter estado no mar mediterrâneo, que cores haviam lá, as sensações únicas sentidas naqueles momentos.
Eu não edito o que escrevo e para mim escrever também é um processo de auto-conhecimento. O que eu registro é franco. Não se mascara, nem se quer bonito. Eu leio tudo que escrevo em voz alta e pontuo de acordo com minha interpretação. Sou essencialmente não-linear e existe sempre um certo caos me invadindo, não há rotina para escrever, há apenas minha voz e uma torrente.
Dificilmente me atenho ao que me pedem para fazer, por isso, acabo de violar a regra do jogo em que dizia para citar cinco manias. Acho que extrapolei o limite.
E acho que a validade deste post está vencida, mas pelo sim pelo não, está indo ao ar.
11:40 Posted in Pessoas | Permalink | Comments (3) | Email this